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Em nome da mãe

Em sua despedida, Arthur narra a emoção de seu encontro com Madre Teresa de Calcutá

"A vida é uma oportunidade, aproveite-a. A vida é beleza, admire-a. A vida é um desafio, enfrente-o. A vida é aventura, arrisque-se. A vida é um mistério, descubra-o."


Contemplava o visual do vale de Katmandu depois de ter passado alguns dias viajando pelo interior do Nepal. Stupas tibetanas (templos budistas), monumentos, palácios, estátuas, templos hindus, casas de chá, peregrinos, vacas, macacos e uma imensidão de riquixás (bicicletas movidas a tração humana) emolduravam o cenário das entranhas das cidades de Patan, Bhaktapur e Pashupatinath. Desde que havia partido do Brasil, uma história se repetia incessantemente nos meus sonhos. Neles, minha mãe, Zezé Tavares, já falecida, manifestava-se e dizia que eu deveria fazer uma visita a Madre Teresa de Calcutá. Tais sonhos praticamente dominavam meu inconsciente. Os pensamentos que abrem este texto são de autoria dessa incansável e maravilhosa criatura. Para situá-lo, essa viagem desenrolou-se no século passado, no ano de 1995. Depois de mais uma noite em que mamãe docilmente pedia que eu fosse à sede da Ordem das Missionárias da Caridade, resolvi partir no dia seguinte para Calcutá.

Imagine desembarcar na caótica capital do estado de West Bengal sem saber se Madre Teresa estava na cidade ou se encontrava-se em peregrinação pelo mundo. Não conhecia nada por lá. Por pura sorte, detectei uma espanhola que fazia trabalhos como voluntária juntamente com duas irmãs da congregação. Suas primeiras palavras foram que Madre Teresa estava na cidade e que a congregação se localizava no número 54 da Acharya Jagadish Chandra Bose Road, na região de Chowringhee. Peguei um táxi e me aventurei rumo a Sudder Street, onde hotéis e pousadas disputam turistas de todas as partes do planeta.

Calcutá é brutalmente diferente do parque de diversões que é Katmandu. A sujeira, a poluição e a miséria das ruas, por incrível que pareça, me conduziram a um oceano de tranquilidade, humildade e compaixão. Estava "imerso no fluxo". Durante cinco dias, precisamente às 4 horas da manhã, participei dos cultos religiosos na sede da célebre congregação cristã. A missa era ministrada por um padre que destilava simpatia por todos os poros. As irmãs da Ordem, vestindo seus belíssimos saris brancos - que destacam a sua pureza - com frisos em azul - a cor da Virgem Maria -, acompanhavam-no, rezando os salmos.

Uma missionária me contou que os objetos pessoais de cada uma das irmãs se resumem a um par de sandálias, um pedaço de sabão, um conjunto de roupas íntimas, um prato esmaltado, um colchão, um travesseiro, um par de lençóis e um balde de metal. Completo desapego aos bens materiais. Atualmente, as Missionárias da Caridade somam 3 mil freiras e 400 irmãs, espalhadas por 87 países e 160 localidades. No Brasil, sua representação está na cidade do Rio de Janeiro.

No último dia em que assisti aos cultos, me dirigi ao padre e perguntei por onde andava Madre Teresa. Com seu imenso sorriso, ele apontou sutilmente para a porta de entrada e uma senhora sentada ao chão. Sim, caríssimo leitor: eu estava diante da presença iluminada de Madre Teresa. Meus lábios emudeceram e gentilmente estendi minha mão. Ela se apoiou, levantou-se suavemente e me abençoou. Perguntou de onde eu vinha e abri meu coração, dizendo que estava ali por admiração a tudo que ela fizera e faria e por uma série de sonhos nos quais minha mãe pedia para que eu fosse a Calcutá. Madre Teresa colocou suas imensas mãos sobre a minha cabeça e algo conectou-se com meu espírito. Na noite seguinte, sonhei novamente com minha mãe, que sorria e brincava em um campo repleto de girassóis.

Madre Teresa nasceu na cidade de Skopje, na República da Macedônia, em 27 de agosto de 1910. A mudança de seu nome para Teresa foi uma homenagem à monja francesa Teresa de Lisieux, mais conhecida como Santa Teresinha. A religiosa morreu no dia 5 de setembro de 1997, aos 87 anos de idade, vitima de uma parada cardíaca. Em 17 de outubro do mesmo ano, foi agraciada com o Nobel da Paz. No dia 19 de outubro de 2003, João Paulo II beatificou-a em um dos processos mais rápidos da história da Igreja.

Esta é minha última coluna para a revista Galileu. Mas, muito provavelmente, voltarei às suas páginas em outras encarnações no futuro. Quem quiser continuar compartilhando minhas peregrinações e experiências pelo mundo pode mandar um email para o endereço arshiva@terra.com.br

Namastê.

Fonte
http://revistagalileu.globo.com/

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Diferenças sociais criam "seres invisíveis"

"invisibilidade pública", revela como pessoas passam a ser vistas como objetos

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado a "invisibilidade pública". Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são "seres invisíveis, sem nome". Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da "invisibilidade pública", ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.

Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:

"Descobri que um simples bom dia,
que nunca recebi como gari,
pode significar um sopro de vida,
um sinal da própria existência"
,
explica o pesquisador.


O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. "Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão", diz.

No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro.

Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse: "E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?" E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari? Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou? Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real? Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma "COISA".

Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!


Fonte
Mensagem recebida por e-mail.

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A vida é mesmo complicada?

Reclamamos de pequenos problemas, enquanto tem pessoas que conseguem sorrir com problemas enormes.

A moça da foto se chama Katie Kirkpatrick, de 21 anos. Ao lado dela está o noivo, Nick, de 23. A foto foi tirada pouco antes da cerimônia de casamento dos dois, realizada em 11 de janeiro de 2005 nos Estados Unidos. Katie tem câncer em estado terminal e passa horas por dia recebendo medicação. Na foto Nick aguarda o término de mais uma destas sessões.


Apesar de sentir muita dor, de vários órgãos estarem apresentando falência e ter que recorrer à morfina, Katie levou adiante o casamento e fez questão de cuidar do máximo de detalhes. O vestido teve que ser ajustado várias vezes, pois Katie perde peso todos os dias devido ao câncer.


Um acessório inusitado na festa foi o tubo de oxigênio usado por Katie. Ele acompanhou a noiva em toda a cerimônia e na festa também. O outro casal da foto são os pais de Nick, emocionados com o casamento do filho com a mulher que namorou desde a adolescência.


Katie, sentada em uma cadeira de rodas e com o tubo de oxigênio, ouve o marido e os amigos cantarem para ela.


No meio da festa Katie tira um tempo para descansar. A dor a impede de ficar de pé por muito tempo.


Katie morreu 5 dias após o casamento. Esta história corre pela internet como sendo real. Não duvido da veracidade, pois as fotos venceram um concurso americano de jornalismo em 2006. De qualquer forma, ver uma menina tão debilitada vestida de noiva e com um sorrisão nos lábios faz a gente pensar se a vida é mesmo tão complicada. Pense nisto!

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Sangue brota do chão de casa em Jundiaí

Polícia diz que líquido que jorrou do chão de casa em Jundiaí é sangue.

A Polícia Civil investiga um mistério relatado por um casal de aposentados de Jundiaí, a 60 quilômetros de São Paulo. Moradores do Jardim Bizarro, eles pediram ajuda da Igreja Católica e da Polícia para desvendar um mistério que afirmam ter começado no fim de semana: um líquido vermelho verte do chão do banheiro, da cozinha e da sala da residência. Um exame da Polícia Científica da cidade divulgado na quarta-feira(18) confirmou que o material recolhido no local é sangue humano. Nesta quinta-feira(19), policiais voltaram à casa.

Segundo declarações do aposentado à Agência Estado, o líquido - sem um cheiro característico - jorrou do banheiro. "Quando eu tomo banho não acontece nada. Quando ela (a mulher) vai tomar banho, começa", afirmou. O líquido verte não somente do rejunte, mas da superfície do piso e em alguns pontos da casa chega a jorrar a até dez centímetros de altura do chão. "Não sabemos o que é, mas não ficamos com medo."

O aposentado disse ser o primeiro proprietário da casa, construída em 1964. Embora tenha dois cachorros, ele também não acredita que o líquido possa ser sangue de alguma presa de seus animais de estimação. O proprietário afirmou não ter a intenção de quebrar o piso para verificar a origem do líquido misterioso.

O delegado Marco Antônio Ferreira, do 6º DP, investiga o caso e descarta que seja algum tipo de armação feita pelos moradores, um casal de aposentados. Lopes também requereu a tipologia do sangue do casal de aposentados proprietários do domicílio e da filha deles. "Ainda não há novidades no caso. Mas não trabalho com a hipótese de o sangue brotar do chão porque não lido com paranormalidade", disse nesta sexta-feira.

O perito Wilson Antônio Pereira, do IC Instituto de Criminalística, afirmou também nesta sexta que mandará uma amostra de sangue coletado no local para outro IC. "Não se trata da tipologia de um sangue normal, mas de uma mancha de sangue seco, então, devo enviar para Campinas (SP) ou São Paulo porque não fazemos esse exame aqui (Jundiaí)", informou.

O proprietário da casa não quis ter o nome divulgado, disse que nem ele, nem a mulher estão preocupados. "Não aconteceu de novo depois de segunda-feira. Agora, é o trabalho da polícia que conta", afirmou.

Católicos, os donos da casa reuniram amigos e vizinhos para rezar na última segunda-feira. "Isso é um sinal. Ou de alguém que quer algum mal pra gente, ou de alguém que está precisando de ajuda", afirmou o dono da casa na terça-feira.

De acordo com moradores do bairro, uma das possibilidades cogitadas para "explicar" o sangue humano no piso da casa do Jardim Bizarro é um "pedido de ajuda" de um rapaz assassinado no bairro há aproximadamente dois meses. "Não sei bem o que dizer sobre isso. A gente conhecia o rapaz, mas não tinha amizade", afirmou o proprietário da casa.

Outra moradora, que se identificou como Ângela, falou que não visitou a casa desde que o sangue apareceu, mas que não desconfia do casal: "Eu os conheço há anos. Moram aqui há 38 anos. Só eu, moro neste local há mais de 50. Nunca nada parecido aconteceu".

Ângela afirma que recentemente fatos estranhos começaram a acontecer pelo bairro. "Aqui sempre foi tudo muito pacato. De uma semana pra cá, um jovem foi assassinado, outro foi jogado de um trem e, agora, sangue começou a surgir do nada. Estamos assustados."

"Dizem que o fato da vila ter bizarro no nome atrai mau agouro", diz Ângela. "Pode até ser. Deveríamos mudar. Se bem que Bizarro é o sobrenome de uma família muito tradicional da região. Eram donos de uma loja de materiais de construção no passado. Um nome como qualquer outro."

Fonte
http://home.dgabc.com.br/default.asp?pt=secao&pg=detalhe&c=5&id=11707
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/06/19/ult5772u141.jhtm
http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&Int_ID=51574
http://g1.globo.com/Noticias/

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Como somos felizes

Meus Amigos, que isto não chegue até nós como uma surpresa mas sim uma realidade. Eles vivem à nossa volta no nosso bairro hoje, podemos modificar isto com orações, prestando sempre auxilio aos que dele necessitam.

Não guarde esta mensagem consigo, envie-a aos seus amigos, para que, eles e toda a gente agradeçam a Deus pela água e alimentos que têm.



Esta é mais uma razão pela qual temos que agradecer a Deus pelos alimentos que obtemos facilmente… mas, por outro lado… ironicamente, continuamos a estragar os alimentos que compramos. Sinto-me muito GRATO pelo que tenho hoje

Somos tão abençoados pelo maravilhoso trabalho da mão de Deus na nossa vida, pense nisto...

"Sinto-me afortunado por viver neste lado do mundo"

Prometo nunca mais desperdiçar os meus alimentos por pior que eles sejam, e por mais cheio que eu esteja.

Prometo não estragar água. Rezo para que este menino seja aliviado no seu sofrimento.

Rezo para que sejamos mais sensíveis perante o sofrimento do mundo que nos rodeia e não ficar cego pela nossa natureza egoísta e interesseira.

Espero que estas fotos sirvam sempre para nos lembrar como somos afortunados e que não devemos nunca, pensar que temos tudo de mão beijada.

Olhe e medite sobre isto...quando se queixa da sua comida, e quando a estragamos diariamente. QUE TODOS OS SERES HUMANOS SEJAM LIVRES DE SOFRIMENTO. Hoje vamos fazer uma oração pelo sofrimento, onde quer que ele esteja, neste planeta, e enviar este pensamento a outros.

- Pulitzer 1994 - Kevin Carter

- Esta foto foi vencedora do "Prémio Pulitzer", e foi tirada em 1994, durante a grande crise de fome que avassalou o Sudão. A foto mostra uma criança faminta e agonizante, que rasteja na direção de um campo de alimentos das Nações Unidas, a 1km de distância.

- O abutre espera que a criança morra, para a poder comer. Esta foto chocou o mundo inteiro. Ninguém sabe o que aconteceu à criança, nem mesmo o fotografo Kevin carter, que deixou o local logo que terminou a foto.

- Três meses mais tarde, Carter suicidou-se devido a uma depressão.


Fonte
Apresentação recebida por e-mail "Howfortunateweare.pps"

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